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| Clos Mogador 2006 |
Estas coisas acontecem! Por vezes sentimos necessidade, com que num regresso freudiano a um passado pouco distante, de reviver os vinhos duros e concentrados, vinhos obstinados e expansivos, vinhos que, de tão pretos e tão densos, quase se poderiam tomar de faca e garfo. Nada mais natural. Porque afinal, os prazeres carnais e instintivos, as satisfações naturais e espontâneas, podem ser tão tonificantes e civilizadas como os desejos mais delicados e eruditos. São assim mesmo os vinhos de René Barbier, vinhos de credo e determinação, vinhos de deleite e satisfação, vinhos de loucura e paixão. vinhos simultaneamente filosóficos e intuitivos. De tão pessoais e intransigentes, de tão distintos e irreverentes, são vinhos de amor ou ódio, de ardor ou rancor. É difícil quedar-se perdido num meio-termo.
Por regra são vinhos taninosos, subtilmente reduzidos, com toques vivos de acidez volátil e uma dureza impressionante na infância. Não são vinhos fáceis... nem nunca o pretenderam ser. São vinhos autênticos, frutos da terra e do homem, de um território duro e selvagem. Mas dê-lhes alguns anos em garrafa, entre os dez e os quinze anos de estágio, e verá que os Clos Mogador se situam sempre entre os vinhos mais expressivos e monumentais de cada colheita no Priorato, ganhando uma elegância e complexidade inesperadas. É o resultado palpável, para além do génio não intervencionista de René Barbier e dos seus já trinta anos de experiência, das vinhas quase centenárias desarrumadas de forma racional num belíssimo anfiteatro natural. Mas ainda existe um Pequenos complementos e acessórios que lhe acrescentam uma dimensão e expressão inusitada para a zona, sobretudo num ano tão difícil como 2006!
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Características
| Região: |
Priorato |
| Castas: |
Garnacha, Cabernet Sauvignon, Syrah, Pinot Noir, Merlot e Monastrell |
| Estágio: |
Barricas novas e usadas de de carvalho francês |
| Teor Alcoólico: |
14,5% |
| Enólogo: |
René Barbier |
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Ainda não comentado |
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